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15/05/2008 - 17h18

Manifesto luso contra ortografia reúne 33 mil assinaturas

Lisboa, 15 mai (Lusa) - O manifesto online contra o acordo ortográfico, iniciado em 2 de maio, já reuniu mais de 33 mil assinaturas, entregues ao presidente da Assembléia da República (Parlamento luso), informou em comunicado pelo líder do movimento, Vasco Graça Moura.

O "Manifesto em defesa da língua portuguesa contra o acordo ortográfico" foi entregue na véspera do debate sobre a reforma ortográfica, agendado para esta sexta-feira no Parlamento.

Além das assinaturas, também foram "entregues diversos pareceres e documentos que salientam e demonstram as fragilidades técnicas, científicas e políticas do acordo" e uma lista de 154 personalidades "representativas dos meios acadêmico, cultural e artístico" que assinaram a petição.

Segundo o texto, a reforma ortográfica tem "inúmeras imprecisões, erros e ambigüidades", classificando a proposta de "mal concebida", "sem critério de rigor", "desnecessária" e "perniciosa".

O participantes da iniciativa lamentam que "pareceres científicos e técnicos" não tivessem sido tomados em consideração e que se avance "atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica".

O acordo ortográfico, que pretende unificar a escrita do português, foi alcançado em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, mas apenas três dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovaram o acordo e dois protocolos modificativos estabelecidos.

Somente Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe aprovaram os documentos. A CPLP é também é composta por Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste.

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